30 junho, 2007

Recorde de visitas no de ma fenêtre

Ontem, dia 29, foi alcançado o número recorde, até ao momento, de visitas ao de ma fenêtre. Origem da maior parte? Google. Palavras pesquisadas e encontradas aqui: Exposição Berardo.

O comendador da guita e do mau gosto expositivo continua a fazer furor no público.

Haja euros.

29 junho, 2007

Graças a Deus

A nova lei da imigração proposta por Bush foi rejeitada no senado. Embora houvesse propostas mais radicais, a polémica à volta desta sugestão que envolvia murar milhares de quilómetros e dificultar a vida aos imigrantes no país dos imigrantes, foi chumbada pelos senadores. A esquerda americana.

Lacunas



“A sociedade só tem que ver com todos, não tem nada que cheirar com cada um!
Cada um nasce já bem ou mal educado. E depois de nascido bem ou mal educado, tudo quanto se faça pode pouco para imediatamente.”

in, Nome de Guerra, Almada Negreiros


Ignorante e pobre me confesso pois nunca tinha lido Almada. Vou continuar.

28 junho, 2007

Falta um novo partido político


O “PCP” - Partido Contra Partidos.
Todo o sururu acerca da decadência do sistema político, da redução da qualidade dos dedicados à política, dos “aparelhistas” partidários sem experiência da vida de trabalho fora dos partidos que chegam ao poder e aí emulam no Estado a vida e formas partidárias, precisa de desembocar concretamente num partido que queira mudar o Estado acabando com a lógica partidária actual.
O “PCP” seria uma empresa política dedicada a tirar do Estado os meninos dos aparelhos partidários e a incluir na governação quem até por vergonha não quer participar na vida política.
Cria "PCP", porque merecemos melhor. Este já deram, queremos outros: Os rapazes capazes.
A sigla é que está péssima. Aceita-se sugestão para outra melhor.

CEO: "Chief Emotional Officer"

"Strategic Management

Many Family Firms Rely on a Largely Invisible CEO - Chief Emotional Officer -
When your family business involves an extended network of 52 family shareholders, as it does for Bukit Kiara Properties, a Malaysian real estate development firm, simply pulling everyone together for family dinner can be hard work. But N.K. Tong, who co-founded Bukit Kiara with his father, says there's just one person to call: "My auntie." Tong's aunt plays a role some scholars describe as "chief emotional officer," an informal position usually filled by a family member or close advisor. But the topic is not as warm and fuzzy as it sounds: Not only can the job be stressful, it can fall by the wayside as businesses are passed on to succeeding generations. "

27 junho, 2007

Live Free or Die Hard

"Still, you've got to love the United States," Willis said. "The freedomand privileges we have here are better than anything in the world."

Não sei se será verdade... Mas apetece dizer:

"to live free in the states you may need to kill hard abroad"...

Quiz: What is free?

"os partidos da oposição já têm direitos a mais"


Pioneiro na arte de manutenção no poder "ad eternum" o PSD Madeira continua a seguir a norma sugerida pelo PS do continente, Inovar, Inovar e Inovar.

O povo madeirense, satisfeito com a liderança despotó-esclarecida, renova maiorias absolutas e contente, apoia o eficiente governo regional que faz brilhar o dourado das bananas insulares com o pó de ouro enviado do continente.

Para quando o estouro?

E o nosso marisco açoreano? Cavaco continua calado?

26 junho, 2007

A central de resíduos, a second life e o campo de tiro às latas, I.

A blogoesfera tem potencial para se tornar um autêntico “mundo” alternativo para encontro, reflexão, discussão, opinião, informação.

Aí, aqui, no novo canal que se abre, quem navega, questiona e interage, ouve, lê, vê, partilha informação, como nunca antes foi possível.

O impacto na democracia poderá ser tremendo e a disseminação da formação de opinião, criar toda uma nova realidade “sócio-demográgica” e política em consequência.

Como alternativa à informação televisiva e da imprensa escrita, preparada, digerida, marcada pela opinião de poucos, na blogoesfera, todos podem interagir, ler, de todos para todos.

A limitação dada pelo número maior que 50 milhões de blogs a crescer todos os dias é ultrapassada pela divisão temática, pela rapidez com que pesquisamos e pela formação de grupos de bloggers activos ou apenas consumidores que vão “digerindo” a informação que penetra em cada uma das mini redes e passa de umas para outras.

Incomparável com anteriores redes de partilha de informação. Verbais, escritas ou mesmo televisivas.

Inauguração Exposição Berardo - CCB

Algumas imagens roubadas na noite de 25 de Junho de 2007. O fogo de artifício foi especialmente espetacular pois jorrou fogo em torno dos topos do edfício circundante à praça do CCB.





25 junho, 2007

Sucesso: uma coisa mental

Receita do sucesso garantido:
É melhor ter razão sozinho que esclarecimento acompanhado.

Acrescentando:
O meu sucesso sou eu que faço e avalio.

24 junho, 2007

A II guerra no Iraque e o seu impacto no preço do petróleo

Este post foi sugerido por uma discussão blogo-desportiva lançada pelo post no blog O Triunfo dos Porcos, http://o-lidador.blogspot.com/2007/06/internacional-do-contra.html#links.

A "Internacional do Contra", será uma qualquer organização das piores e mais perigosas porque não tem estrutura formal mas resulta de um conjunto de pressupostos ideológicos associados à esquerda ignorante e preconceituosa que de modo informal cria toda uma teoria da conspiração.

O argumento de O Triunfo dos Porcos contra essa teoria da conspiração, visa demonstrar como os preguiçosos, os esquerdistas, não são mais do que vítimas da sua própria indolência enquanto os capitalistas, os outros, cumprem o seu natural e legítimo destino de acumulação de lucro.

Ou seja, os “conspiradores” têm o pleno direito de usar todas as armas ao seu dispor para impor a sua lógica lucrativa. Os autores da teoria da conspiração, em vez de se queixarem, o que fazem por inveja e por não poderem estar na posição dos “outros”, devem estar calados e pagar. Têm também o pleno direito de tentar chegar ao nível de conspirador e a liberdade de lucrar da mesma forma se o quiserem e em plena liberdade. Pelo menos há alguma democracia.

Assim, na caixa de comentários do post acima referido que até ao momento em que escrevo isto, tinha 34 comentários, o desporto chegou ao ponto de decidir se o impacto da guerra no Iraque e a subida da procura na China e Ásia na procura de petróleo eram suficientes para explicar a subida do preço.

Para alguns, será óbvio que o preço actual do petróleo tem uma componente de especulação e o atira para níveis artificiais. Para outros, não.

No final da discussão, disseram-me, para ir estudar economia do 10º ano e ver como o preço não tem que variar proporcionalmente às variações da procura e oferta.

Com prazer e por desporto, fui procurar dados que explicassem concretamente uma ou outra posição.

Como não tinha o Samuelson à mão, procurei na wikipedia e encontrei: http://en.wikipedia.org/wiki/Supply_and_demand. De facto preço não tem que variar proporcionalmente às variações da procura e oferta. Apenas em situação de mercado perfeito o pode fazer. Mas, em situação de oligopólio, o preço pode variar mais do que faria, em equilíbrio, ou seja, mercado livre.

Assim, a primeira nota, algo curiosa, é como a OPEP (os países árabes) tem uma relativa importância na estrutura da oferta petrolífera actual:

Fonte de dados: http://www.fundsupermart.com/main/articleFiles/webarticles/1641/SG/WorldOilSupplynDemand2005.gif

Depois, cruzei as variações da oferta e da procura com o preço.
Fonte de dados: http://www.fundsupermart.com/main/articleFiles/webarticles/1641/SG/WorldOilSupplynDemand2005.gif e, http://opec.pbwiki.com/f/opecpriceband.gif e, http://www.peak-oil-crisis.com/

Algures em 2003, e segundo a teoria económica de base em mercado livre, o preço deveria ter estabilizado, em torno dos 35 USD o barril. Mas tal não aconteceu.

De seguida, e para ficar mais claro, fui verificar a flutuação percentual, e face a 2001, das três linhas:
Fonte de dados: http://www.fundsupermart.com/main/articleFiles/webarticles/1641/SG/WorldOilSupplynDemand2005.gif e, http://opec.pbwiki.com/f/opecpriceband.gif e, http://www.peak-oil-crisis.com/


Caramba! O valor de 2003 devia ser o actual, isto segundo Samuelson.

Mas o que terá acontecido? Porque pagamos agora quase 70 USD por barril (http://www.oil-price.net/?gclid=CKmc4Ovk9IwCFQc8EAodOBREcg)

Um teórico chamado Stiglitz, atribui à II guerra no Iraque, um peso de 5 a 10 USD por barril no actual preço.

A China e a Ásia, não têm correspondido à expectativa de subida de procura. Então, entre os 35 USD que deveria ser o preço actual segundo a ortodoxa teoria económica do mercado livre, onde já está considerado algum impacto da guerra no Iraque e o crescimento asiático, os quase 70 USD reais, estão 35 USD por explicar.

Desconte-se, a inflação, a desvalorização do dólar americano, a valorização do euro. Quanto ficará por conta da utilização liberal das oportunidades fornecidas pelo mercado livre bem utilizado por forças esclarecidas e competentes?

Desculpem alguns leitores se os aborreço, mas é mesmo preciso explicar tudo, por vezes.

É que os Porcos triunfam de vez em quando. Apenas não são, só, aqueles se esperava que triunfassem, mas os outros Porcos também.

22 junho, 2007

TGV será mais barato 600 milhões

José Sócrates e o Portugal profundo



Na queixa-crime contra o autor do blog Do Portugal Profundo, que pensa ganhar o primeiro-ministro?

Calar o cidadão, que é incomodativo? Punir o cidadão por ter levantado uma falsa suspeita? Ou intimidar quem quer que pense no futuro questionar os representatens políticos por factos relevantes do seu passado público ou privado?

Recordo o acórdão em que o jornal Público e o Sporting estiveram recentemente envolvidos. Aí, a veracidade dos factos não foi relevante para a imposição da indemnização a que foi condenado o jornal.

Tentará Sócrates uma acção semelhante?

Corram, patrocinadores da luta contra a injustiça, em socorro do autor de Do Portugal Profundo. Porque é uma boa causa. Perder será uma vitória da democracia e um grande favor ao país, por chamar a atenção para a injustiça de uma lei que até pode ser justa, mas mal usada pode amordaçar a nossa liberdade e, sobretudo o nosso direito de conhecer quem nos governa.

21 junho, 2007

José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa

Talvez tenha uma licenciatura bem feita.

Talvez tenha facilitado com abuso do poder que detinha, a obtenção da licenciatura.
Talvez esteja, com abuso de poder, a pressionar não democraticamente o Sr. António Balbino Caldeira do blog http://doportugalprofundo.blogspot.com/.

Manifestemo-nos contra qualquer fonte de restrição da liberdade de expressão até porque o Sr. António Balbino Caldeira do blog http://doportugalprofundo.blogspot.com/ não difamou ninguêm nem contou mentiras sobre ninguém.
Vergonha:


George W. Bush e Ehud Olmert defendem criação de Estado palestiniano


Ora cá está o significado oculto nas acções americanas e israelitas dos últimos dias com o apoio à fatah.

Afinal é apenas necessário criar um estado "puppet", com tipos maus, como os outros, mas controlados por nós que tudo fica bem.

Ó vã ilusão! Não foi assim com o Irão? Com o Iraque? E outros?
Santa ingenuidade americana e israelita. Ou, os israelitas, sabem muito?

o único significado oculto das coisas é elas não terem significado oculto nenhum

Este post é a respeito da discussão de assuntos sociais e políticos sempre com referência a teorias literariamente suportadas ou modelos teóricos doutrinais. Ontem na caixa de comentários do post anterior sobre a Palestina e Fatah, um leitor referiu que: “Só há uma via.
Despojar-se dos filtros ideológicos, recusar visões religiosas do mundo e estudar os assuntos”.

Por paradoxo, começo esta mensagem com uma citação: “o único significado oculto das coisas é ela não terem significado oculto nenhum” de Fernando Pessoa.

A realidade social é complexa, e analisável sob o filtro de n disciplinas sociais e humanas.

Também o é por algumas ciências exactas tais como a matemática ou a biologia. Mas estas formas de estudo são parciais, reduzidas a contextos precisos e no âmbito das relações humanas limitadas a estatística, ou estudo do ecossistema.

A psicologia, salvo raras excepções, tais como o estudo do processo cognitivo, permanece uma probabilidade de certeza em constante mutação de conclusões sobre como e porque se motiva o ser humano.

A sociologia, igualmente subjectiva, embora apoiada pela matemática, a história, do mesmo modo, a economia, bastante mais racional e concretamente modelada é também dominada na acção por agentes irracionais que inviabilizam a precisão acertada do comportamento. Em ciências sociais, a surpresa é uma possibilidade permanente.

No que diz respeito às ciências sociais e humanas, há praticamente tantas visões quantos autores. Estes, embora tenham ao dispor níveis de informação como nunca antes, citam-se, recitam-se e intercruzam-se assentando em doutrinas, correntes e edifícios subjectivos que envolvem alguma crença ou aquilo que na matemática se chama axioma. - De modo a conseguirmos elaborar um “edifício racional”, partimos do princípio que algo que consideramos “fundação” é sólido e verdadeiro.

Tudo ler, tudo conhecer, tudo saber, é uma impossibilidade, mesmo que pretendamos começar a estudar o todo disponível e tivermos tempo de vida para isso. A produção de novo conteúdo por novos autores ou em novos livros, será maior do que a capacidade de leitura e estudo que tivermos individualmente, capacidade para processar.

Os livros sociais e políticos, considerados absolutamente fundamentais na nossa cultura ocidental, são na realidade bastante poucos. Com variações possíveis: Ilíada e a Odisseia, Inferno de Dante, Maquiavel, Sun Tzu, a Bíblia, Alcorão, A República de Platão, Nietzsche, Marx, Adam Smith, Hegel, Kant, Descartes, e alguns outros que dependerão do gosto e percurso de cada um. Todos juntos, os livros fundamentais poderão ser uma trintena no máximo.

Se na pirâmide das citações, fosse possível, “caminhar para trás”, a partir dos livros e obras mais recentes, de algum modo, chegaríamos a um clássico por referência da referência da referência.

A maior parte das pessoas não terá lido os trinta livros mencionados.

Dos dirigentes mundiais, quantos % leram os trinta?

A acção, principalmente a política, por parte do homem pode ser controlada por motivos simples e decidida por razões simples. Aquilo que “parece é” poderia dizer-se da maior parte dos actos e decisões políticas. Estes são motivados pelo interesse directo do agente político, e não por qualquer motivação misteriosa, profundamente reflectida com base em um qualquer edifício muito complexo.

Como conclusão, nem o saber enciclopédico chegará, pois é potencialmente infinito e portar-nos-á a elaborações extra-reais, nem o saber empírico, porque a reflexão sobre experiência já está disponível, principalmente dos clássicos, está disponível, não faz sentido desperdiçá-la e é “necessária”.

O “encicloempírico”, usando a bagagem que vamos construindo, acumulando, talvez seja suficiente, para avaliarmos, opinarmos e até estarmos “certos” com alguma e razoável probabilidade sobre a realidade social e humana. E isto podemos fazer todos e qualquer um de nós.

Chegarmos à conclusão de que “outros”, têm motivações, princípios de acção ou condutas que nos são impermeáveis, mesmo sem estarmos a viver na primeira pessoa as situações que avaliamos, traz o risco de perdemos prática da nossa capacidade crítica, qualidade essencial em democracia.

Claro que a visão é pessoal e humana. Claro que estará certa com probabilidade e sem certeza.

Mas não será preferível errar na intervenção, que acertar calando e permitindo o erro de outros que se podem assumir “donos da verdade” em matérias sociais, históricas, humanas e políticas que nos dizem respeito?


"Porque o único sentido oculto das coisas
É elas não terem sentido oculto nenhum,
É mais estranho do que todas as estranhezas
E do que os sonhos de todos os poetas
E os pensamentos de todos os filósofos,
Que as coisas sejam realmente o que parecem ser
E não haja nada que compreender"
Alberto Caeiro

20 junho, 2007

Tudo bons rapazes / The Good Fellows

O envolvimento americano no apoio à Fatah tem implicações que "cavam mais fundo" o actual problema internacional criado desde o 9/11.

Bush, ao incentivar o envolvimento no médio-oriente condiciona fortemente a margem de manobra do seu sucessor. Manter artificialmente o regime palestiniano implicará forte ajuda económica, apoio militar, negociações continuadas com Israel, que não deixará de usar o controlo da política palestiniana para ganhar espaço nos territórios ocupados assim dando bastante mais problemas à próxima administração americana. A relação com os vizinhos, Líbano, Síria, Irão, Egipto, também será mais difícil de gerir.

Que faria o sucessor de Bush nas próximas eleições para reverter o esquema de presença militar no golfo pérsico e médio-oriente? A partir de agora tem menos liberdade. Foi mais eficaz a manobra que mandar mais trinta mil soldados para o Iraque.

Manobra estúpida de Bush? "Au contraire " muito inteligente segundo os fins da agenda neo-conservadora. Da agenda enconómica. Porque da política, Bush não quer saber.

Esta atitude, condiciona muito na política internacional e na economia mundial. O preço do petróleo passa por aqui, a taxa de juro americana, a europeia, o emprego e o desemprego europeu.

Blair, Sarkohzy, Durão(!) previsivelmente nada farão para inverter a situação. Os custos da “crise” "petrolífera" continuarão a ser pagos por nós. Os lucros, a ser ganhos pelas empresas americanas, europeias, russas e chinesas, que beneficiam da flutuação dos stocks de um recurso que não é assim tão escasso e tem preço artificial. Basicamente, o que fizeram desde a invasão do Iraque, foi aplicar a lógica de preço do mercado diamantífero ao mercado do petróleo. A artificialidade da manifestação da oferta, apresentada como externalidade, quando são os próprios agentes do mercado a gerir as condições em que a externalidade é produzida.

Falsificação.

Esta é a globalização, controlada, falsificada, errada, em que nós participamos apenas como consumidores, sem qualquer poder.

Fraude. Quando metermos gasolina da próxima vez, devemos pensar: "nã, não temos nada com isso".

Entretanto, vangloria-se a globalização, a que diz respeito a abertura de mercados, livre-concorrência, competição e deslocalização das produções, como se fosse real.

Não, a real, é esta, em que pagamos os lucros aos "hustlers" enquanto pensamos que é o mercado internacional a funcionar em função da escassez do recurso petrolífero.

Simpaticamente, o estado portugês, aproveita a onda e surfa na crista do consumidor, mantendo a flutuação do imposto percentual sobre os combustíveis.

Tudo bons rapazes.

E nós assistimos impávidos e serenos

Mas quem nomeou os EUA e Israel os defensores da Palestina livre? Como, e em que informação se baseiam para se sobreporem ao voto popular e declararem que "Abbas é o verdadeiro líder do povo palestiniano"?
Não é só hipocrisia, uma vez que Abbas é colocado no poder com as armas e munições americanas. O verdadeiro líder dos palestinianos não foi escolhido por estes. E devia ter sido em função da nossa mania democática? Não, em alguns casos, como este em que o Eixo do Mal pode vencer, a democracia é só nossa.
Isto também revela cegueira:
- Bush conseguiu ajudar os israelitas a complicar ainda mais a situação em Gaz e no Líbano. Era difícil, mas pelos vistos é possível.

356º tiro no pé para Bush. Haja pé.

19 junho, 2007

Uma pequenina notícia sem qualquer relevência:

"White House e-mail records missing: House Oversight Committee
Michael Sung at 9:46 AM ET


[JURIST] The US House of Representatives Oversight Committee [official website] said Monday that e-mail records for 51 of 88 White House officials being investigated [interim report, PDF] for potential Presidential Records Act (PRA) violations were missing [press release], finding that there have been "extensive destruction" of e-mail records of officials who used accounts issued by the Republican National Committee (RNC). The Oversight Committee found that the White House heavily relied upon RNC e-mail accounts to circumvent the PRA, which requires the preservation of presidential records on all "activities, deliberations, decisions, and policies that reflect the performance of his constitutional, statutory, or other official or ceremonial duties.""


Há acidentes chatos, outros inconvenientes, mas este é realmente muito chato. Adicione-se a estranha coincidência: não havia backups! Nem dos PC, nem nos servidores. Fantástico.

Opa cisão

Quando os americanos se preparavam para invadir o Iraque, desta última vez em que meteram os pés no atoleiro e têm agora lama até ao pescoço, recordo vozes que em Portugal e estrangeiro se levantaram imediatamente explicando como se tratava de um erro. Não é possível saber o que faria então o governo americano se conhecesse o desenvolvimento dos acontecimentos e as consequências, já sofridas hoje, pela insistência em avançar.
Diz-se que quanto mais próximo se está de um assunto, menos objectivo se consegue ser. Talvez por informação a mais, talvez por os interesses falarem mais alto do que a razão na avaliação da situação concreta e as consequências de determinada situação serem sub avaliadas pois “temos informação que os outros não têm disponível que nos permite determinado sentido de análise”.
No caso da Opa, o governo português, também ouviu vozes a levantar-se contra uma decisão que tecnicamente não está completamente fundamentada e cuja localização fez apresentar dúvidas importantes e bem explicadas por entidades de relevo. A falta de consenso social e técnico foi óbvia desde a publicação da decisão “final” de construir na Opa.
Porque razão não se fez de modo diferente? Porque não se arrepiou caminho mais cedo?
Agora já estamos envolvidos em um estudo sobre Alcochete e coloca-se, mesmo seriamente, segundo parece, a possibilidade de fazer um terceiro estudo sobre Portela+1.
Entretanto, o site da Naer, continua a publicitar a solução Ota. O(s) estudo(s) sobre localização alternativa parece manobra de diversão destinada a culminar na óbvia conclusão de como a Ota é a melhor das piores alternativas no projecto de desígnio nacional que não pode deixar de ser feito e vai custar o horror de euros que ainda não se conhece exactamente mas com certeza será mais do que o valor que pensamos.
O primeiro-ministro, já perdeu muito capital de apoio com todo este processo, mas a procissão ainda vai adro. Qualquer que seja o evoluir do processo, até há quem diga, talvez com certo exagero, que a Ota pode fazer cair o governo, já há uma cisão entre o país governante e o país governado.
Mas, então, porque há-de um projecto que depende, de uma objectiva necessidade de aumento dos passageiros a transitar no aeroporto da Portela, de uma decisão de avaliação eminentemente técnica, trazer tantos problemas ao governo e ao país?
Alguém me explica porque se erra apesar dos avisos feitos em alta voz e discurso estruturado?
Sócrates, até ao processo Ota, tinha o país nas mãos. A esperança em que fosse desta que tínhamos primeiro-ministro a sério era real, em pessoas de esquerda e direita ou sem orientação política.
Seria difícil, autonomamente, sem as trapalhadas dos estudos que aparecem “vindos do chão” com polémica se encomendados, ou não, pelo governo, encaminhar o processo desde mais cedo de modo diferente?
Os interesses cegam o decisor? A falta de razão impede a avaliação das consequências?
No decurso dos acontecimentos, o primeiro-ministro, atrapalha-se, é apupado pelo povo, diz disparates em conversa com Putin, e finalmente fica demonstrado que já não é capaz de ser primeiro-ministro. Será que alguma vez o foi? Ou era a “nossa” vontade de o fazer primeiro-ministro que o fazia primeiro-ministro?
Tristeza das tristezas, as próximas legislativas já estão no horizonte curto e as agendas já pensam nelas. Imagine-se que uma das alternativas possa ser Rui Rio!
Estamos atrapalhados e tramados.
Neste processo inquinado de falta de senso em que governantes, políticos e povo, se enrolam, orgulho, dignidade, auto respeito, são os custos importantes. Como também são, a redução do amor-próprio, o comprometimento e vergonha em um país que já se vê mal ao espelho, se sente diminuído e tem pouco respeito por si próprio.
Mas, olhando para o modo como os nossos políticos mais responsáveis se comportam até para consigo mesmo, que se pode pensar?