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25 outubro, 2007

Algo absolutamente necessário para garantir a paz mundial


"O Pentágono reclamou fundos ao Congresso norte-americano alegando a "necessidade operacional urgente" de modificar os bombardeiros B-2 de forma a que estes possam transportar bombas "maciças" experimentais anti-bunker, anunciaram hoje responsáveis norte-americanos. De acordo com os peritos, a bomba é destinada a atacar alvos nucleares iranianos que escondidos debaixo de terra."



Ora aí está mais uma prova em como os iranianos são maus. Até é preciso fazer bombas específicas.


Para quando o ataque?

13 julho, 2007

Assombroso! Ou será Assombrante?

Após o voto na Câmara dos Representantes de uma lei que prevê a retirada do Iraque em Abril de 2008. Bush, que pode e já disse que vetará a lei, afirmou "We can win" esta guerra.

Extraordinário, mas esperava-se isto há já alguns meses.

Quando a guerra for perdida, Bush irá invocar a falta de apoio que teve para justificar a derrota. O seu esforço para a vitória foi total. O insucesso deve-se aos seus opositores.

Entretanto, "we can win", no euromilhões, nas apostas de cavalos, na lotaria, e no jogo de ping-pong na garagem do vizinho. No Iraque de certeza que não.

27 junho, 2007

"os partidos da oposição já têm direitos a mais"


Pioneiro na arte de manutenção no poder "ad eternum" o PSD Madeira continua a seguir a norma sugerida pelo PS do continente, Inovar, Inovar e Inovar.

O povo madeirense, satisfeito com a liderança despotó-esclarecida, renova maiorias absolutas e contente, apoia o eficiente governo regional que faz brilhar o dourado das bananas insulares com o pó de ouro enviado do continente.

Para quando o estouro?

E o nosso marisco açoreano? Cavaco continua calado?

20 junho, 2007

Tudo bons rapazes / The Good Fellows

O envolvimento americano no apoio à Fatah tem implicações que "cavam mais fundo" o actual problema internacional criado desde o 9/11.

Bush, ao incentivar o envolvimento no médio-oriente condiciona fortemente a margem de manobra do seu sucessor. Manter artificialmente o regime palestiniano implicará forte ajuda económica, apoio militar, negociações continuadas com Israel, que não deixará de usar o controlo da política palestiniana para ganhar espaço nos territórios ocupados assim dando bastante mais problemas à próxima administração americana. A relação com os vizinhos, Líbano, Síria, Irão, Egipto, também será mais difícil de gerir.

Que faria o sucessor de Bush nas próximas eleições para reverter o esquema de presença militar no golfo pérsico e médio-oriente? A partir de agora tem menos liberdade. Foi mais eficaz a manobra que mandar mais trinta mil soldados para o Iraque.

Manobra estúpida de Bush? "Au contraire " muito inteligente segundo os fins da agenda neo-conservadora. Da agenda enconómica. Porque da política, Bush não quer saber.

Esta atitude, condiciona muito na política internacional e na economia mundial. O preço do petróleo passa por aqui, a taxa de juro americana, a europeia, o emprego e o desemprego europeu.

Blair, Sarkohzy, Durão(!) previsivelmente nada farão para inverter a situação. Os custos da “crise” "petrolífera" continuarão a ser pagos por nós. Os lucros, a ser ganhos pelas empresas americanas, europeias, russas e chinesas, que beneficiam da flutuação dos stocks de um recurso que não é assim tão escasso e tem preço artificial. Basicamente, o que fizeram desde a invasão do Iraque, foi aplicar a lógica de preço do mercado diamantífero ao mercado do petróleo. A artificialidade da manifestação da oferta, apresentada como externalidade, quando são os próprios agentes do mercado a gerir as condições em que a externalidade é produzida.

Falsificação.

Esta é a globalização, controlada, falsificada, errada, em que nós participamos apenas como consumidores, sem qualquer poder.

Fraude. Quando metermos gasolina da próxima vez, devemos pensar: "nã, não temos nada com isso".

Entretanto, vangloria-se a globalização, a que diz respeito a abertura de mercados, livre-concorrência, competição e deslocalização das produções, como se fosse real.

Não, a real, é esta, em que pagamos os lucros aos "hustlers" enquanto pensamos que é o mercado internacional a funcionar em função da escassez do recurso petrolífero.

Simpaticamente, o estado portugês, aproveita a onda e surfa na crista do consumidor, mantendo a flutuação do imposto percentual sobre os combustíveis.

Tudo bons rapazes.