25 Setembro, 2009

Discurso Obama para mostrar aos filhos quando crescerem

Sei que para muitos de vocês hoje é o primeiro dia de aulas, e para os que entraram para o jardim infantil, para a escola primária ou secundária, é o primeiro dia numa nova escola, por isso é compreensível que estejam um pouco nervosos. Também deve haver alguns alunos mais velhos, contentes por saberem que já só lhes falta um ano. Mas, estejam em que ano estiverem, muitos devem ter pena por as férias de Verão terem acabado e já não poderem ficar até mais tarde na cama.

Também conheço essa sensação. Quando era miúdo, a minha família viveu alguns anos na Indonésia e a minha mãe não tinha dinheiro para me mandar para a escola onde andavam os outros miúdos americanos. Foi por isso que ela decidiu dar-me ela própria umas lições extras, segunda a sexta-feira, às 4h30 da manhã.

A ideia de me levantar àquela hora não me agradava por aí além. Adormeci muitas vezes sentado à mesa da cozinha. Mas quando eu me queixava a minha mãe respondia-me: "Olha que isto para mim também não é pêra doce, meu malandro..."

Tenho consciência de que alguns de vocês ainda estão a adaptar-se ao regresso às aulas, mas hoje estou aqui porque tenho um assunto importante a discutir convosco. Quero falar convosco da vossa educação e daquilo que se espera de vocês neste novo ano escolar.

Já fiz muitos discursos sobre educação, e falei muito de responsabilidade. Falei da responsabilidade dos vossos professores de vos motivarem, de vos fazerem ter vontade de aprender. Falei da responsabilidade dos vossos pais de vos manterem no bom caminho, de se assegurarem de que vocês fazem os trabalhos de casa e não passam o dia à frente da televisão ou a jogar com a Xbox. Falei da responsabilidade do vosso governo de estabelecer padrões elevados, de apoiar os professores e os directores das escolas e de melhorar as que não estão a funcionar bem e onde os alunos não têm as oportunidades que merecem.

No entanto, a verdade é que nem os professores e os pais mais dedicados, nem as melhores escolas do mundo são capazes do que quer que seja se vocês não assumirem as vossas responsabilidades. Se vocês não forem às aulas, não prestarem atenção a esses professores, aos vossos avós e aos outros adultos e não trabalharem duramente, como terão de fazer se quiserem ser bem sucedidos.

E hoje é nesse assunto que quero concentrar-me: na responsabilidade de cada um de vocês pela sua própria educação.

Todos vocês são bons em alguma coisa. Não há nenhum que não tenha alguma coisa a dar. E é a vocês que cabe descobrir do que se trata. É essa oportunidade que a educação vos proporciona.

Talvez tenham a capacidade de ser bons escritores - suficientemente bons para escreverem livros ou artigos para jornais -, mas se não fizerem o trabalho de Inglês podem nunca vir a sabê-lo. Talvez sejam pessoas inovadoras ou inventores - quem sabe capazes de criar o próximo iPhone ou um novo medicamento ou vacina -, mas se não fizerem o projecto de Ciências podem não vir a percebê-lo. Talvez possam vir a ser mayors ou senadores, ou juízes do Supremo Tribunal, mas se não participarem nos debates dos clubes da vossa escola podem nunca vir a sabê-lo.

No entanto, escolham o que escolherem fazer com a vossa vida, garanto-vos que não será possível a não ser que estudem. Querem ser médicos, professores ou polícias? Querem ser enfermeiros, arquitectos, advogados ou militares? Para qualquer dessas carreiras é preciso ter estudos. Não podem deixar a escola e esperar arranjar um bom emprego. Têm de trabalhar, estudar, aprender para isso.

E não é só para as vossas vidas e para o vosso futuro que isto é importante. O que vocês fizerem com os vossos estudos vai decidir nada mais nada menos que o futuro do nosso país. Aquilo que aprenderem na escola agora vai decidir se enquanto país estaremos à altura dos desafios do futuro.

Vão precisar dos conhecimentos e das competências que se aprendem e desenvolvem nas ciências e na matemática para curar doenças como o cancro e a sida e para desenvolver novas tecnologias energéticas que protejam o ambiente. Vão precisar da penetração e do sentido crítico que se desenvolvem na história e nas ciências sociais para que deixe de haver pobres e sem-abrigo, para combater o crime e a discriminação e para tornar o nosso país mais justo e mais livre. Vão precisar da criatividade e do engenho que se desenvolvem em todas as disciplinas para criar novas empresas que criem novos empregos e desenvolvam a economia.

Precisamos que todos vocês desenvolvam os vossos talentos, competências e intelectos para ajudarem a resolver os nossos problemas mais difíceis. Se não o fizerem - se abandonarem a escola -, não é só a vocês mesmos que estão a abandonar, é ao vosso país.

Eu sei que não é fácil ter bons resultados na escola. Tenho consciência de que muitos têm dificuldades na vossa vida que dificultam a tarefa de se concentrarem nos estudos. Percebo isso, e sei do que estou a falar. O meu pai deixou a nossa família quando eu tinha dois anos e eu fui criado só pela minha mãe, que teve muitas vezes dificuldade em pagar as contas e nem sempre nos conseguia dar as coisas que os outros miúdos tinham. Tive muitas vezes pena de não ter um pai na minha vida. Senti-me sozinho e tive a impressão que não me adaptava, e por isso nem sempre conseguia concentrar-me nos estudos como devia. E a minha vida podia muito bem ter dado para o torto.

Mas tive sorte. Tive muitas segundas oportunidades e consegui ir para a faculdade, estudar Direito e realizar os meus sonhos. A minha mulher, a nossa primeira-dama, Michelle Obama, tem uma história parecida com a minha. Nem o pai nem a mãe dela estudaram e não eram ricos. No entanto, trabalharam muito, e ela própria trabalhou muito para poder frequentar as melhores escolas do nosso país.

Alguns de vocês podem não ter tido estas oportunidades. Talvez não haja nas vossas vidas adultos capazes de vos dar o apoio de que precisam. Quem sabe se não há alguém desempregado e o dinheiro não chega. Pode ser que vivam num bairro pouco seguro ou os vossos amigos queiram levar-vos a fazer coisas que vocês sabem que não estão bem.

Apesar de tudo isso, as circunstâncias da vossa vida - o vosso aspecto, o sítio onde nasceram, o dinheiro que têm, os problemas da vossa família - não são desculpa para não fazerem os vossos trabalhos nem para se portarem mal. Não são desculpa para responderem mal aos vossos professores, para faltarem às aulas ou para desistirem de estudar. Não são desculpa para não estudarem.

A vossa vida actual não vai determinar forçosamente aquilo que vão ser no futuro. Ninguém escreve o vosso destino por vocês. Aqui, nos Estados Unidos, somos nós que decidimos o nosso destino. Somos nós que fazemos o nosso futuro.

E é isso que os jovens como vocês fazem todos os dias em todo o país. Jovens como Jazmin Perez, de Roma, no Texas. Quando a Jazmin foi para a escola não falava inglês. Na terra dela não havia praticamente ninguém que tivesse andado na faculdade, e o mesmo acontecia com os pais dela. No entanto, ela estudou muito, teve boas notas, ganhou uma bolsa de estudos para a Universidade de Brown, e actualmente está a estudar Saúde Pública.

Estou a pensar ainda em Andoni Schultz, de Los Altos, na Califórnia, que aos três anos descobriu que tinha um tumor cerebral. Teve de fazer imensos tratamentos e operações, uma delas que lhe afectou a memória, e por isso teve de estudar muito mais - centenas de horas a mais - que os outros. No entanto, nunca perdeu nenhum ano e agora entrou na faculdade.

E também há o caso da Shantell Steve, da minha cidade, Chicago, no Illinois. Embora tenha saltado de família adoptiva para família adoptiva nos bairros mais degradados, conseguiu arranjar emprego num centro de saúde, organizou um programa para afastar os jovens dos gangues e está prestes a acabar a escola secundária com notas excelentes e a entrar para a faculdade.

A Jazmin, o Andoni e a Shantell não são diferentes de vocês. Enfrentaram dificuldades como as vossas. Mas não desistiram. Decidiram assumir a responsabilidade pelos seus estudos e esforçaram-se por alcançar objectivos. E eu espero que vocês façam o mesmo.

É por isso que hoje me dirijo a cada um de vocês para que estabeleça os seus próprios objectivos para os seus estudos, e para que faça tudo o que for preciso para os alcançar. O vosso objectivo pode ser apenas fazer os trabalhos de casa, prestar atenção às aulas ou ler todos os dias algumas páginas de um livro. Também podem decidir participar numa actividade extracurricular, ou fazer trabalho voluntário na vossa comunidade. Talvez decidam defender miúdos que são vítimas de discriminação, por serem quem são ou pelo seu aspecto, por acreditarem, como eu acredito, que todas as crianças merecem um ambiente seguro em que possam estudar. Ou pode ser que decidam cuidar de vocês mesmos para aprenderem melhor. E é nesse sentido que espero que lavem muitas vezes as mãos e que não vão às aulas se estiverem doentes, para evitarmos que haja muitas pessoas a apanhar gripe neste Outono e neste Inverno.

Mas decidam o que decidirem gostava que se empenhassem. Que trabalhassem duramente. Eu sei que muitas vezes a televisão dá a impressão que podemos ser ricos e bem-sucedidos sem termos de trabalhar - que o vosso caminho para o sucesso passa pelo rap, pelo basquetebol ou por serem estrelas de reality shows -, mas a verdade é que isso é muito pouco provável. A verdade é que o sucesso é muito difícil. Não vão gostar de todas as disciplinas nem de todos os professores. Nem todos os trabalhos vão ser úteis para a vossa vida a curto prazo. E não vão forçosamente alcançar os vossos objectivos à primeira.

No entanto, isso pouco importa. Algumas das pessoas mais bem-sucedidas do mundo são as que sofreram mais fracassos. O primeiro livro do Harry Potter, de J. K. Rowling, foi rejeitado duas vezes antes de ser publicado. Michael Jordan foi expulso da equipa de basquetebol do liceu, perdeu centenas de jogos e falhou milhares de lançamentos ao longo da sua carreira. No entanto, uma vez disse: "Falhei muitas e muitas vezes na minha vida. E foi por isso que fui bem-sucedido."

Estas pessoas alcançaram os seus objectivos porque perceberam que não podemos deixar que os nossos fracassos nos definam - temos de permitir que eles nos ensinem as suas lições. Temos de deixar que nos mostrem o que devemos fazer de maneira diferente quando voltamos a tentar. Não é por nos metermos num sarilho que somos desordeiros. Isso só quer dizer que temos de fazer um esforço maior por nos comportarmos bem. Não é por termos uma má nota que somos estúpidos. Essa nota só quer dizer que temos de estudar mais.

Ninguém nasce bom em nada. Tornamo-nos bons graças ao nosso trabalho. Não entramos para a primeira equipa da universidade a primeira vez que praticamos um desporto. Não acertamos em todas as notas a primeira vez que cantamos uma canção. Temos de praticar. O mesmo acontece com o trabalho da escola. É possível que tenham de fazer um problema de Matemática várias vezes até acertarem, ou de ler muitas vezes um texto até o perceberem, ou de fazer um esquema várias vezes antes de poderem entregá-lo.

Não tenham medo de fazer perguntas. Não tenham medo de pedir ajuda quando precisarem. Eu todos os dias o faço. Pedir ajuda não é um sinal de fraqueza, é um sinal de força. Mostra que temos coragem de admitir que não sabemos e de aprender coisas novas. Procurem um adulto em quem confiem - um pai, um avô ou um professor ou treinador - e peçam-lhe que vos ajude.

E mesmo quando estiverem em dificuldades, mesmo quando se sentirem desencorajados e vos parecer que as outras pessoas vos abandonaram - nunca desistam de vocês mesmos. Quando desistirem de vocês mesmos é do vosso país que estão a desistir.

A história da América não é a história dos que desistiram quando as coisas se tornaram difíceis. É a das pessoas que continuaram, que insistiram, que se esforçaram mais, que amavam demasiado o seu país para não darem o seu melhor.

É a história dos estudantes que há 250 anos estavam onde vocês estão agora e fizeram uma revolução e fundaram este país. É a dos estudantes que estavam onde vocês estão há 75 anos e ultrapassaram uma depressão e ganharam uma guerra mundial, lutaram pelos direitos civis e puseram um homem na Lua. É a dos estudantes que estavam onde vocês estão há 20 anos e fundaram a Google, o Twitter e o Facebook e mudaram a maneira como comunicamos uns com os outros.

Por isso hoje quero perguntar-vos qual é o contributo que pretendem fazer. Quais são os problemas que tencionam resolver? Que descobertas pretendem fazer? Quando daqui a 20 ou a 50 ou a 100 anos um presidente vier aqui falar, que vai dizer que vocês fizeram pelo vosso país?

As vossas famílias, os vossos professores e eu estamos a fazer tudo o que podemos para assegurar que vocês têm a educação de que precisam para responder a estas perguntas. Estou a trabalhar duramente para equipar as vossas salas de aulas e pagar os vossos livros, o vosso equipamento e os computadores de que vocês precisam para estudar. E por isso espero que trabalhem a sério este ano, que se esforcem o mais possível em tudo o que fizerem. Espero grandes coisas de todos vocês. Não nos desapontem. Não desapontem as vossas famílias e o vosso país. Façam-nos sentir orgulho em vocês. Tenho a certeza que são capazes.

06 Junho, 2009

Perú


Direitos reservados © Davide

20 Abril, 2009

Ora então menos defraudados. E obrigar a cumprir?

Operadores móveis são mais fiáveis nas velocidades de acesso à Internet

"Apesar dos números da Anacom mostrarem que as velocidades efectivamente oferecidas pelos operadores fixos ainda ficam muito abaixo do contratado com os clientes, Teresa Maury, administradora do orgão regulador, realça que “estes valores são claramente uma melhoria, os operadores fixos já oferecem acima de 72% da velocidade prometida”, com excepção do Sapo.

A responsável considerou, num encontro com jornalistas para apresentação do estudo que “o cliente pode concluir que agora sai menos defraudado”".

Jornal de Negócios

16 Abril, 2009

120 anos - Charlie Chaplin

10 Abril, 2009

Filha da mãe!

09 Abril, 2009

Ele há cada notícia...

Flatulência compromete penálti

Distrair o jogador adversário com gases consegue fazer falhar um penálti.

Um jogador da equipa Chorlton Villa produziu deliberadamente fortes gases para perturbar um membro da equipa rival que se preparava para marcar um penálti.

O árbitro não esteve pelos ajustes e mostrou o cartão amarelo ao jogador indelicado. O penálti teve de voltar a ser jogado e o golo foi marcado, mas o jogo não voltaria a ser o mesmo...

A seguir ao golo, o árbitro teve de expulsar alguns dos jogadores da equipa do Chorlton Villa. O primeiro a abandonar o campo foi o guarda-redes por lhe ter dito que ele era o pior árbitro que ele já tinha encontrado na vida. De seguida, outros dois jogadores foram expulsos por se rebelarem contra a expulsão do guarda-redes.

Só após esta série de expulsões é que o jogo, disputado no dia 5, entre aquela equipa e o Manchester International finalmente recomeçou, terminando com a vitória do Chorlton por seis a quatro, ainda que não tivessem sobrado senão oito jogadores em campo.

O árbitro, que preferiu manter o anonimato, condenou o comportamento dos jogadores, mas acabou por reconhecer tratar-se de um dia normal na vida de um árbitro.

06 Abril, 2009

Idiotas como este deve haver poucos

04 Abril, 2009

A ler... muito longo mas vale a pena

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1372348&idCanal=57

Porque é que dá tanta importância à alavancagem financeira?
O PIB mundial são 50 milhões de milhões de dólares. O valor dos derivados está entre 600 milhões de milhões e 700 milhões de milhões. O PIB americano é de 13 milhões de milhões. Então, a vasta maioria desses valores não tem correspondência real. São valores inflacionados. Estourando a bolha, teremos uma queda de 600 milhões de milhões para 50 milhões de milhões, ou seja, uma perda de 550 milhões de milhões, que é uma perda brutal. E esses recursos, os derivados, criaram uma prosperidade artificial.

Mas a desvalorização foi porque a bolha rebentou. Agora o valor contabilizado será de 50 milhões de milhões, como o PIB mundial?
Quando bater no fundo... Ainda não chegámos a esse ponto, porque há diversas intervenções de Estado e não tivemos essa queda. Mas corremos riscos institucionais enormes. Por exemplo, nos EUA. Temos gestões orçamentais de apoio à economia, que estão a comprometer a política orçamental americana. Qual é o valor do PIB americano já comprometido em investimento do Estado? Cinquenta por cento? Sessenta por cento? Até que ponto uma moeda, por mais prestigiada que seja, por poucas alternativas que tenha como moeda de reserva, consegue sustentar-se com um problema orçamental tão grave?
Primeiro, há uma queda dos valores mobiliários, depois uma possível insolvência da política orçamental dos Estados que estão a pagar os subsídios. Podem perder acesso aos mercados voluntários de crédito e ver a sua moeda degradada.

03 Abril, 2009

Finger drums



Roubado da Pastoral Portuguesa

02 Abril, 2009

Jetlev

01 Abril, 2009

Dizem que o vídeo foi feito sem efeitos especiais



Apenas as rodas a rodarem para cima me parecem anti-física...

30 Março, 2009

26 Março, 2009

Macho

24 Março, 2009

Consciência

Lady Gaga

20 Março, 2009

Obama oferece flores, receberá calhaus?

O líder supremo iraniano, ayatollah Ali Khamenei, afirmou que as potências mundiais se aperceberam que não podem bloquear o progresso nuclear iraniano.

Será interessante seguir os próximos capítulos. 

Raça perigosa

18 Março, 2009

Blog em coma


Profundo. Há outros que soluçam... 


23 Setembro, 2008

Magalhães e os Jogos

Hoje ouvi na TSF uma jornalista dizer que o Magalhães, hoje distribuído nas escolas pelo primeiro-ministro, tem:

"um sistema que permite jogar apenas depois de estarem feitos os trabalhos de casa."

- Céus!

12 Setembro, 2008

De retorno

Nem tempo para coçar houve por enquanto. Actualizações em breve. 

25 Agosto, 2008

Mais férias

Até dia 5.

O traiçoeiro silêncio de ouro

Um comunicado do PSD a reclamar a demissão do ministro da administração interna responsabilizando-o pela vaga de crimes já é disparate quanto baste. Agora, um artigo no Expresso, assinado por Manuela Ferreira Ferreira Leite, a pessoa por cujas palavras esperamos todos, reforçando o disparate, é mesmo uma plena mostra de como se pode andar perdido pela oposição.

Pedro Magalhães e Luis Aguiar-Conraria num estudo recente (aqui em PDF) dizem que em 2009, o PS obterá maioria relativa de 38,35%.
Será um resultado aceitável para a actual direcção do PSD? Qual é a sua estratégia? Até antes da disparatada intervenção poder-se-ia supor que ela existia e o silêncio praticado poderia ser parte de algo maior. Afinal, parece mesmo que se calam porque não sabem o que e como dizer.

Por onde anda perdido o PSD?

Por aqui o silêncio já é incomodado?

22 Agosto, 2008

A Portuguesa

Muito recomendável

Tomar Prozac antes de ler os dois blogs que se seguem:

31 da armada
Atlântico

Que depressão. Ou será esgotamento?

Ouro e prata a preço da chuva

Facto 1
Portugal está hoje no 49º lugar por medalhas em 80 países.

Facto 2
Atrás de Portugal estão países como: Tailândia, Argentina, Índia, México.

Facto 3
Ao atletismo e a todas a outra modalidade olímpicas que não sejam o futebol, ligamos normalmente, pevas.

Facto 4
Os atletas trabalham anos a fio sem que lhes liguemos a mínima importância. Quando chegam os jogos, o zé povo e os media, cobram como se as medalhas nos fossem devidas. Nem torcemos pelos atletas, cobramos a dívida que têm connosco.

Facto 4
Os atletas para obterem os mínimos olímpicos cada vez mais têm de ser profissionais. Para a dedicação total necessária a transportar o nosso orgulho nacional para a competição com os melhores do mundo pagamos entre 750 euros por mês e 1250 quando são medalhados (ou seja às excepções).

Facto 5
Em Lisboa, uma ida ao supermercado para alimentar uma família de 4 pessoas durante 1 semana pode custar 200 euros.

Facto 6
É bom ganhar medalhas mas pagamos muito pouco por elas.

Facto 7
A Vanessa Fernandes e o Nelson Évora são pessoas absolutamente excepcionais. A sua hulmidade e abnegação deviam ser uma lição para todos nós.

21 Agosto, 2008

Complementary/Alternative Medicine: Traditional Chinese

Tori Amos - China

20 Agosto, 2008

O bosta

Aqui

"Assim se vê a espinha dorsal do mamífero, em vez de defender os atletas, de se solidarizar com os azares, com as falhas, de relembrar que nem todos conseguem lá chegar, não. Limpa a água do capote, porque não houve medalhas. Já agora, para "resolver as situações" precisava de estar na China? Monte de merda..."

No Tonibler. O boi pelo nome.

19 Agosto, 2008

Pictionary

“O povo ganhou uma certa aversão ao discurso político. É muito provável que esteja disposto a votar numa muda. Quase aposto que o tempo de antena do PSD vai ser feito com recurso ao Pictionary. A Manuela desenha e o povo, em casa, tenta adivinhar o que ela propõe.”



O inevitável Ricardo Araújo Pereira na Visão de 14 de Agosto. Este rapaz cada vez mais se torna uma referência do bom pensamento contemporâneo. Parabéns

China


Os actuais jogos olímpicos, polémicas de direitos humanos e ditadura à parte, têm um óbvio mérito: dar a conhecer universalmente um pouco do que é a China. Os diversos documentários televisivos e artigos nos jornais, o relembrar a cultura e modo de vida chinés alertam-nos e aproximam-nos de uma riquíssima cultura milenar longe dos esterótipos mostrados por exemplo nos livros do Tintin.

Um dos expoentes da cultura chinesa é Kung-Fu-Tze que viveu de 551 a 479 a.C..

"Para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça. No sucesso, verificamos a quantidade e, na desgraça, a qualidade"

18 Agosto, 2008

Touch can inspire munificence towards those you trust

A touch of generosity
Aug 14th 2008
From The Economist print edition

Touch can inspire munificence towards those you trust


PEOPLE touch each other a lot, even strangers. We shake hands, slap backs, kiss and caress. Such behaviour can increase co-operation, which is good from an evolutionary point of view. It has even been shown that waitresses who touch patrons tend to be tipped more generously.

It is known that stroking rats can raise the level of oxytocin, a hormone active in the brain and implicated in various social interactions, such as maternal attachment. In humans higher oxytocin levels have been linked to physiological phenomena like contractions during childbirth, or orgasm. But the link to physical contact is so far unclear. Interestingly, the level of hormone appears to rise in people who are trusted. And more of it seems to inspire greater generosity towards strangers.

Inclassificáveis



Mais aqui

De volta

As mini férias foram tudo o que prometiam. Calma e activamente intensas. Muito bom.
Entretanto uma imagem de verdadeira campeã:


11 Agosto, 2008

Programa para os próximos dias

BTT, bodyboard, caça submarina, pesca, churrasco, super bock quanto baste. Apenas homens em casa de praia a 50 metros do mar. Isolados. Gajas não entram.

Retorno à liberdade juvenil.

A felicidade pode ser fácil e simples.

10 Agosto, 2008

A propósito da Geórgia

Aqui

Chamada inesperada

Um gajo com quase 50 anos vai na rua de braço dado com a mulher. Ele está fisicamente em forma, é bom trabalhador, bom pai, bom filho e tem uma vida perfeita. Tem um ataque cardíaco e vai desta para melhor num ápice, sem aviso. Num instante estava, no outro já tinha sido.
Carpe diem pois pode ser a qualquer momento.

09 Agosto, 2008

"Extravagant Ceremony Opens Beijing Games"


Dia de celebração de paz



No dia em que começaram os jogos que pretendem celebrar a fraternidade humana através do desporto e da pacífica competição, começou a guerra fraticida.

08 Agosto, 2008

08 do 8 de 2008 às 08 horas e 8 minutos e 08 segundos


Não deveria ter acontecido alguma coisa?

07 Agosto, 2008

Vale e Azevedo condenado a mais cinco anos de prisão



Este homem cumpre a cadeia que bastantes outros mereciam. É realmente de bradar aos céus o tamanho do bode expiatório.

Quo Vadis?

Dão-se alvíssaras (um pastel de Belém) a quem for capaz de indicar para onde segue o PSD.

06 Agosto, 2008

Djembe Drum Lessons with Master Drummer: Lamin Jassey